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Ponte Instantânea

… que prometia ser mais segura.

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Medalheiro

Junho 17, 2021

Charles Cressent | Museu Calouste Gulbenkian

Medalheiro, por Charles Cressent, 1735 | Museu Fundação Calouste Gulbenkian

O móvel que aqui vemos é bem representativo da obra de Cressent, célebre ebanista do duque de Orleães, sobrinho de Luís XIV, que assumiu a regência durante a menoridade de Luís XV. Trata-se de um imponente medalheiro, obra que o próprio autor considera «digna de figurar em casa das pessoas mais apreciadoras da curiosidade».

O motivo decorativo principal surge-nos no corpo superior, apresentando uma peça de escultura em bronze, em que três putti, manobrando um balancé, se entregam ao trabalho da cunhagem, sobre uma mesa de onde pendem duas medalhas apresentando uma o busto de Luís XV e outra as efígies afrontadas do Delfim e de sua mulher, Maria Josefa de Saxe. Trata‑se das réplicas do anverso e reverso de uma medalha de Luís XV, cunhada em 1747 para celebrar o segundo casamento do Delfim. Todo o motivo é moldurado por um trabalho de marchetaria em espinhado, debruado a bronze, ladeado por duas séries de medalhas representando doze imperadores romanos, agrupados dois a dois. Os pés, revestidos a bronze cinzelado e dourado, são calçados em garra e rematados com bustos de guerreiros «ao gosto antigo».

Fonte do texto: Fundação Calouste Gulbenkian

Biblioteca das Quatro Partes do Mundo

Junho 17, 2021

Par de bibliotecas | Museu Calouste Gulbenkian

Arte de Charles Cressent, 1725 | Museu da Fundação Calouste Gulbenkian

"Concebido em finais da Regência, este par de bibliotecas, da autoria do famoso ebanista do duque de Orléans, constitui um dos conjuntos mais originais e sumptuosos da produção do mestre. Nas amplas fachadas, decoradas por riquíssimos motivos em bronze, abrem-se três portas, separadas por quatro pilastras, encimadas por outros tantos bustos em bronze. Numa delas representam-se as quatro partes do mundo, identificáveis pelos atributos que os coroam: a Europa (o cavalo), a Ásia (o elefante), a América (o toucado de plumas) e África (o unicórnio). Numa outra, podem ver-se as quatro estações do ano: Inverno, Outono, Verão e Primavera, simbolizadas, respetivamente, por uma figura de velho, e três bustos femininos coroados, um por folhas de parra e cachos de uvas, outro por espigas maduras e o último com flores desabrochadas."

(Fonte do texto: Fundação Calouste Gulbenkian)

Qual é o poder de uma obra de arte?

Abril 01, 2021

Aretha Franklin's Memphis Home as the New Graceland - Bloomberg

Casa onde nasceu Aretha Franklin em Memphis, no Tennessee. Os habitantes locais gostariam que fosse preservada como património cultural.

Fonte da foto: Karen Pulfer Focht/AP 

 "Respiram dimensão transcontemporânea, persistem como objectos vivos e, nessa sua activa vivencialidade, falam-nos de realidades distintas e distantes, de sucessos e misérias, de linguagens estilísticas, impactos culturais e variados acolhimentos. (...) O poder de uma obra de arte (que sempre se manterá, enquanto ela permanecer connosco) traz também o reflexo da denúncia da opressão. (...) Mas a este poder imenso de sedução alia-se, também, a sua fragilidade matérica: pois, como tudo o que possa incomodar em épocas de trevas, o apelo aos esconjuramentos e o clamor pela radicalidade destrutiva traz-nos a prática do iconoclasmo (caso do célebre fresco de Júlio Pomar vandalizado no Cinema Batalha no Porto). É urgente desmontar o argumentário de quem advoga nos nossos dias a destruição de monumentos, esculturas e obras de arte apregoando ideias devalidade facilmente contestáveis, sejam elas religiosas, políticas, estéticas, morais ou outras."

Texto de Vitor Serrão, no jornal Público de Sexta-feira, 12 de Março de 2021

Júlio Pomar vai refazer os frescos do Cinema Batalha destruídos pela PIDE -  Portal de notícias do Porto. Ponto.

"Atinta da censura salazarista apagou dois frescos do pintor Júlio Pomar da recente memória da cidade do Porto. As obras, que nasceram nas paredes do edifício do Cinema Batalha, em fase final de construção, nos anos de 1946 e de 1947, desapareceram poucos meses depois da inauguração do equipamento."

Fonte do texto: Jornal de Notícias, de 23 Dezembro 2005

Júlio Pomar disponível para refazer murais do cinema Batalha | Artes |  PÚBLICO

Fresco da autoria do pintor Júlio Pomar, 1947

Fonte da foto: Jornal do Público, em 7 de Fevereiro de 2017

Júlio Pomar recupera frescos do Cinema Batalha.

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