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Ponte Instantânea

… que prometia ser mais segura.

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O que é a Carta de Atenas?

Abril 13, 2021

A Carta de Atenas é um documento de compromisso, datado de 1933, redigido e assinado por grandes arquitetos e urbanistas internacionais do início do século XX, entre os quais se destaca Le Corbusier. A Carta foi redigida como conclusão do Congresso Internacional de Arquitetos e Técnicos de Monumentos Históricos que teve lugar em Atenas, na Grécia, em outubro de 1931. Ao dar linhas de orientação sobre o exercício e o papel do urbanismo dentro da sociedade, serviu de inspiração à arquitetura contemporânea.
No início do século XX, começaram a ter lugar uma série de reuniões e conferências com o objetivo de identificar os itens fundamentais que dariam forma a uma conceção comum do conceito de cidade. Dessa forma, urbanistas e arquitetos de renome fizeram um diagnóstico da situação das cidades, identificando debilidades e problemas, bem como as respetivas soluções. Foram redigidas normas a respeitar a partir de um diagnóstico prévio. O grupo de especialistas analisou 33 cidades de diferentes latitudes e climas do mundo de forma a responder aos problemas causados pelo rápido crescimento dos centros urbanos, nomeadamente, devido à mecanização e às mudanças nos sistemas de transportes.
Considera-se que a Carta de Atenas assentava em quatro funções básicas na cidade: habitação, trabalho, diversão e circulação. A Carta de Atenas propunha, em termos sociais, que cada indivíduo tivesse acesso às alegrias fundamentais, ao bem-estar do lar e à beleza da cidade.
Em 1998, foi elaborada pelo Conselho Europeu de Urbanistas a Nova Carta de Atenas. Associações e institutos de urbanistas de países da União Europeia uniram-se no Conselho Europeu de Urbanistas, composto por representantes de Portugal, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália e Reino Unido. Este grupo começou a reunir regularmente a partir de meados de 1995 e no início de 1998 apresentou a redação da Nova Carta de Atenas. Esta pretendeu ser mais adequada às gerações vindouras do que a de 1933, dando o papel principal ao cidadão na hora de tomar decisões organizativas.
Segundo a nova carta, a evolução das cidades deve resultar da combinação de distintas forças sociais e das ações dos principais representantes da vida cívica. O papel dos urbanistas profissionais passou a ser o de proporcionar e coordenar o desenvolvimento.

Fonte: Carta de Atenas in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2021. [consult. 2021-04-13 18:55:42]. Disponível na Internet: 

Qual é o poder de uma obra de arte?

Abril 01, 2021

Aretha Franklin's Memphis Home as the New Graceland - Bloomberg

Casa onde nasceu Aretha Franklin em Memphis, no Tennessee. Os habitantes locais gostariam que fosse preservada como património cultural.

Fonte da foto: Karen Pulfer Focht/AP 

 "Respiram dimensão transcontemporânea, persistem como objectos vivos e, nessa sua activa vivencialidade, falam-nos de realidades distintas e distantes, de sucessos e misérias, de linguagens estilísticas, impactos culturais e variados acolhimentos. (...) O poder de uma obra de arte (que sempre se manterá, enquanto ela permanecer connosco) traz também o reflexo da denúncia da opressão. (...) Mas a este poder imenso de sedução alia-se, também, a sua fragilidade matérica: pois, como tudo o que possa incomodar em épocas de trevas, o apelo aos esconjuramentos e o clamor pela radicalidade destrutiva traz-nos a prática do iconoclasmo (caso do célebre fresco de Júlio Pomar vandalizado no Cinema Batalha no Porto). É urgente desmontar o argumentário de quem advoga nos nossos dias a destruição de monumentos, esculturas e obras de arte apregoando ideias devalidade facilmente contestáveis, sejam elas religiosas, políticas, estéticas, morais ou outras."

Texto de Vitor Serrão, no jornal Público de Sexta-feira, 12 de Março de 2021

Júlio Pomar vai refazer os frescos do Cinema Batalha destruídos pela PIDE -  Portal de notícias do Porto. Ponto.

"Atinta da censura salazarista apagou dois frescos do pintor Júlio Pomar da recente memória da cidade do Porto. As obras, que nasceram nas paredes do edifício do Cinema Batalha, em fase final de construção, nos anos de 1946 e de 1947, desapareceram poucos meses depois da inauguração do equipamento."

Fonte do texto: Jornal de Notícias, de 23 Dezembro 2005

Júlio Pomar disponível para refazer murais do cinema Batalha | Artes |  PÚBLICO

Fresco da autoria do pintor Júlio Pomar, 1947

Fonte da foto: Jornal do Público, em 7 de Fevereiro de 2017

Júlio Pomar recupera frescos do Cinema Batalha.

Qual é o papel da Direção-Geral do Património Cultural?

Abril 01, 2021

Direção-Geral do Património Cultural | Câmara Municipal de Cascais

"A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) é responsável pela gestão do património cultural em Portugal continental. (...) As suas atribuições passam, entre muitos outros campos de atividade, pelo estudo, investigação e divulgação do Património imóvel, móvel e imaterial, pela gestão do património edificado arquitetónico e arqueológico no território e nas cidades, pela realização de obras de conservação nos grandes monumentos, pela gestão dos Museus Nacionais e dos monumentos classificados como Património Mundial."

Texto extraído do site: Direção-Geral do Património Cultural, em 01/04/2021

Quando foi a primeira lei, de âmbito nacional, sobre o património histórico e cultural de Portugal?

Abril 01, 2021

Alvará de Lei de 1721, de D. João V, que outorga à Academia Real da... |  Download Scientific Diagram

Alvará de Lei de 1721, de D. João V, que outorga à Academia Real da História Portuguesa poderes e obrigações na defesa do património histórico-arqueológico português.

Fonte da imagem: João Cardoso, ResarchGate

"No dia 20 de Agosto de 1721, mandou o rei D. João V (1706-50) publicar um Alvará em forma de Ley notável: a primeira lei, de âmbito nacional, sobre o património histórico e cultural. Ao contrário de anteriores documentos legais respeitantes à protecção de bens singulares, este Alvará é o primeiro a referir-se à totalidade do património português. É um documento notável pelos conceitos que reflete mas também pelo pioneirismo, mesmo a nível europeu. Tanto quanto sabemos, apenas as Bulas papais do século XV e posteriores, uma lei de 1560 de Isabel I de Inglaterra e a Ordenação das Antiguidades (1666) de Carlos XI da Suécia antecedam este Alvará do rei de Portugal.
Inserido num contexto de crescente interesse pelos vestígios do passado (notícias da veneravel antiguidade), este Alvará surge na sequência da criação da Academia Real de História Portuguesa, a 8 de Dezembro de 1720. Sendo uma das missões da Academia examinar (...) os Monumentos antigos, constata este Alvará que muitos dos edifícios e objectos que havia e se podia descobrir no Reyno, dos tempos (...) (dos) Phenices, Gregos,
Penos, Romanos, Godos e Arabios se tinham perdido por incuria e ignorancia. Para impedir mais perdas, o rei proíbe a destruição dos edifícios antigos e objectos de valor, diríamos hoje, arqueológico e estabelece uma forma de compensar aqueles que acharem bens desta natureza e os entregarem à Academia ou às Camaras das Cidades e Villas deste Reyno."

Texto de Miguel Brito Correia, para Revista Pedra & Cal Nº 11 Julho . Agosto . Setembro 2001

A proteção do património cultural

Abril 01, 2021

Two New Episodes of Patrimonito's World Heritage Adventures Available  Online - UNESCO World Heritage Centre

"Patrimonito significa 'pequena herança' em espanhol e o personagem representa um jovem guardião do património. O Patrimonito foi amplamente adotado como a mascote internacional do Programa de Educação do Património Mundial. O Patrimonito foi criado em 1995 por um grupo de estudantes falantes de espanhol durante um workshop no 1º Fórum Juvenil do Património Mundial, realizado em Bergen, Noruega. Os jovens estudantes desenharam o Patrimonito com base no Emblema do Património Mundial, que simboliza a interdependência dos sítios culturais e naturais: a praça central é uma forma criada por pessoas e o círculo representa a natureza, estando os dois intimamente ligados; o emblema é redondo como o mundo e ao mesmo tempo um símbolo de proteção."

UNESCO

Consejo del Centro Histórico de San Luis Potosí | Declaratoria Unesco

"A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) visa incentivar a identificação, proteção e preservação do património cultural e natural em todo o mundo considerado de valor excepcional para a humanidade. Isso está consubstanciado em um tratado internacional denominado Convenção sobre a Proteção do Património Mundial Cultural e Natural , adotado pela UNESCO em 1972."

UNESCO

O que é o Património Cultural?

Abril 01, 2021

Uma geração não pertence unicamente a si, pertence ao pretérito cuja herdeira é, ao futuro, cuja testadora será.

Alexandre Herculano

Tampa Painting - Hispanic Heritage by Ottoniel Lima

Arte de Ottoniel Lima | Hispanic Heritage | 2010 

"Património cultural é o conjunto de todos os bens, manifestações populares, cultos, tradições tanto materiais quanto imateriais (intangíveis), que reconhecidos de acordo com sua ancestralidade, importância histórica e cultural de uma região (país, localidade ou comunidade) adquirem um valor único e de durabilidade representativa simbólica/material. Assim, de acordo com sua particularidade e significativa forma de expressão cultural, é classificada como património cultural, determinando-se sua salva-guarda (proteção), para garantir a continuidade e preservação. Com a intenção de assegurar, para as gerações futuras conhecerem seu passado, suas tradições, sua história, os costumes, a cultura, a identidade de seu povo."

Wikipédia (01/04/2021)

 "A palavra latina patrimonium (derivada de pater, pai) aplicava-se ao conjunto dos bens pertencentes ao paterfamilias e por este transmitidos aos seus sucessores. O patrimonium era aquilo que se herdava; implica, por conseguinte, a ideia de herança. E esta ideia de herança – que carrega os nexos de continuidade, de entrega e recebimento, de tradição (tradição dizia-se em latim traditio, acção de passar algo às mãos de alguém) –, esta ideia de herança resulta capital para a apreensão do que património cultural seja. Na língua inglesa, a expressão equivalente a património cultural é cultural heritage, ou seja, literalmente, herança cultural. Este pôr a tónica na herança – e não tanto nas coisas que por ela se transmitem – tem a vantagem de nos alertar para uma realidade básica, qual seja a de que o ser humano é sempre, antes de tudo e acima de tudo, um herdeiro."

MENDES, António Rosa. O que é o Património Cultural, 2012

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