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Líbano - História

Parte I - Crise no Líbano de 2019–2021

Abril 13, 2023

Milhares protestam em Beirute contra regime e crise económica no Líbano

Protestos no Líbano em 2019 são uma série contínua de protestos civis em que dezenas de milhares de pessoas de todo o país encheram as ruas para protestar contra a incompetência e a corrupção política que governa no seu próprio interesse.

Inicialmente desencadeados por impostos planejados sobre gasolina, tabaco e telefonemas online, como através do WhatsApp, mas expandiram-se rapidamente por todo o país para uma rejeição ao regime sectário, a economia estagnada, ao desemprego, a corrupção endémica no setor público, a legislação (como o sigilo bancário) que é percebida como uma forma de salvaguardar a classe dominante da prestação de contas e as falhas do governo em fornecer serviços básicos como eletricidade, água e saneamento. Os protestos eclodiram inicialmente em 17 de outubro de 2019.

Como resultado dos protestos, o Líbano entrou em crise política, o governo demitiu-se. Os bancos fecharam e, ao reabrirem, tinham retirado aos depositantes o direito de acederem às suas contas bancárias, restringindo seriamente os levantamentos de dinheiro, exceto às elites com boas ligações políticas. Mais de 80% da população viu-se mergulhada numa pobreza súbita. Seguiu-se uma escassez paralisante de tudo, da farinha aos medicamentos, num país que importa quase tudo o que consome. O desemprego subiu em flecha, o crime aumentou e centenas de milhares de pessoas fugiram.

As demandas dos manifestantes por um governo de especialistas independentes. Outros políticos visados pelos protestos permaneceram no poder. Em 19 de dezembro de 2019, o ex-ministro da Educação Hassan Diab foi designado como o próximo primeiro-ministro e foi encarregado de formar um novo gabinete. Protestos e atos de desobediência civil continuaram desde então, com manifestantes denunciando e condenando a designação de Diab como primeiro-ministro.

Contexto - A eclosão dos protestos foi atribuída às crises acumuladas nas últimas semanas no Líbano: desde a crise do dólar passando pelas greves em postos de gasolina, aos incêndios florestais evitáveis que estavam ocorrendo em todo o Líbano devido à má gestão (haja vista a falha do governo em combater as queimadas devido à falta de manutenção dos helicópteros contra incêndios), aos impostos sobre a gasolina, trigo e telefonemas online.

Os protestos iniciaram em pequenos números em torno de Beirute no final de setembro. Em 1 de outubro, o Banco Central do Líbano anunciou uma estratégia económica que prometia fornecer dólares a todas as empresas no setor de importação de trigo, gasolina e produtos farmacêuticos, para que pudessem continuar suas importações. Essa foi considerada uma solução de curto prazo pelos analistas económicos.

Em uma sessão do gabinete realizada em 17 de outubro, com 36 itens a serem discutidos na agenda, o governo propôs estratégias para aumentar o orçamento estatal para 2020. Os itens da agenda incluíram o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) em 2% até 2021 e 2% adicionais até 2022, atingindo um total de 15%. Além disso, os meios de comunicação informaram sobre planos para uma cobrança de US $ 0,2 para as chamadas VoIP (Voice over Internet Protocol), como as feitas no FaceTime, Facebook e WhatsApp. A sessão final do projeto de orçamento seria realizada no dia 18 de outubro, mas foi cancelada, mediante acordo do Primeiro Ministro Saad Hariri e do Presidente Michel Aoun.

Protestos - Na noite de quinta-feira, 17 de outubro, cerca de cem ativistas civis protestaram contra os novos impostos propostos no interior e nos arredores da cidade, bloqueando ruas muito importantes que ligam o oeste e o leste de Beirute. O ministro do ensino superior, Akram Chehayeb, e seu comboio estavam passando pela área. Manifestantes assaltaram o carro do ministro, um de seus guarda-costas disparou balas perdidas no ar, o que enfureceu ainda mais os manifestantes, embora não tenham sido relatados feridos. Vale ressaltar que o ministro é membro do Partido Socialista Progressista (PSP) do Líbano e, portanto, o chefe do partido twittou que "falou com o ministro e pediu para entregar os guarda-costas do comboio à polícia", como todos nós estamos "sob a lei".

Um número maior de manifestantes começou a aparecer na Praça dos Mártires, na Praça Nejmeh, na Rua Hamra e em muitas outras regiões do Líbano. Uma reunião rápida do Gabinete foi agendada pelo Primeiro Ministro Saad Hariri, a pedido do Presidente Michel Aoun, para o meio-dia do dia seguinte, 18 de outubro, à medida que os protestos se tornavam maiores e mais intensos. Um anúncio foi feito pelo Ministro do Ensino Superior Akram Chehayeb de que todas as escolas e universidades, públicas ou privadas, permanecerão fechadas em 18 de outubro. O ministro das Telecomunicações do Líbano, Mohamad Choucair, descartou a ideia do "imposto pelo WhatsApp" por volta das 23h da quinta-feira, 17 de outubro.

Guerreiro do Lezenho, Boticas

Setembro 06, 2022

Statue of a Gallaecian warrior — Google Arts & Culture

Museu Nacional de Arqueologia

Estátua de guerreiro galaico-lusitano de Lezenho, Boticas (séc. I d.c). Apresenta-nos uma figuração humana em posição estática, revestida com os elementos que o distinguiam: escudo pequeno e redondo (caetra), punhal curto de folha triangular, braceletes (viriade) nos antebraços e troques rígidos no perscoço. 

Quando foi a primeira lei, de âmbito nacional, sobre o património histórico e cultural de Portugal?

Abril 01, 2021

Alvará de Lei de 1721, de D. João V, que outorga à Academia Real da... |  Download Scientific Diagram

Alvará de Lei de 1721, de D. João V, que outorga à Academia Real da História Portuguesa poderes e obrigações na defesa do património histórico-arqueológico português.

Fonte da imagem: João Cardoso, ResarchGate

"No dia 20 de Agosto de 1721, mandou o rei D. João V (1706-50) publicar um Alvará em forma de Ley notável: a primeira lei, de âmbito nacional, sobre o património histórico e cultural. Ao contrário de anteriores documentos legais respeitantes à protecção de bens singulares, este Alvará é o primeiro a referir-se à totalidade do património português. É um documento notável pelos conceitos que reflete mas também pelo pioneirismo, mesmo a nível europeu. Tanto quanto sabemos, apenas as Bulas papais do século XV e posteriores, uma lei de 1560 de Isabel I de Inglaterra e a Ordenação das Antiguidades (1666) de Carlos XI da Suécia antecedam este Alvará do rei de Portugal.
Inserido num contexto de crescente interesse pelos vestígios do passado (notícias da veneravel antiguidade), este Alvará surge na sequência da criação da Academia Real de História Portuguesa, a 8 de Dezembro de 1720. Sendo uma das missões da Academia examinar (...) os Monumentos antigos, constata este Alvará que muitos dos edifícios e objectos que havia e se podia descobrir no Reyno, dos tempos (...) (dos) Phenices, Gregos,
Penos, Romanos, Godos e Arabios se tinham perdido por incuria e ignorancia. Para impedir mais perdas, o rei proíbe a destruição dos edifícios antigos e objectos de valor, diríamos hoje, arqueológico e estabelece uma forma de compensar aqueles que acharem bens desta natureza e os entregarem à Academia ou às Camaras das Cidades e Villas deste Reyno."

Texto de Miguel Brito Correia, para Revista Pedra & Cal Nº 11 Julho . Agosto . Setembro 2001

Os Fenícios e o Médio Oriente

Janeiro 23, 2020

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"Quase desprovidos de terrenos agricultáveis e sem possuírem recursos significativos de outro tipo, as cidades fenícias assentaram o seu poder no desenvolvimento de poderosos meios navais, que garantiam um vasto sistema de circulação e intercâmbio de produtos na área oriental do Mediterrâneo. Desenvolveram, também, importantes manufacturas de bens de prestígio designadamente os tecidos tingidos de púrpura, objetos de marfim e de metal..."

(Direcção de José Mattoso, História de Portugal :primeiro volume.[Lisboa?]: Círculo de Leitores, p.125, 1992)

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